Estratégia de Sedecordle: como resolver os 16 tabuleiros em 21 tentativas

Para ganhar no Sedecordle com frequência, divida as suas 21 tentativas em três fases: umas quatro para juntar letras em todos os tabuleiros, umas doze para resolver os tabuleiros que já estão claros e as últimas para os difíceis, que a essa altura já acumulam pistas de todas as linhas anteriores. Nunca gaste uma tentativa num tabuleiro de cara ou coroa enquanto outro tiver só uma palavra possível.

Este guia passa por cada fase, usando um desafio real como exemplo, e termina com um checklist para deixar do lado do jogo.

O orçamento de tentativas

Dezesseis tabuleiros exigem no mínimo dezesseis tentativas, uma por palavra, então o jogo deixa cinco tentativas de sobra. Essa é toda a folga da partida. Cada palavra de abertura que não resolve um tabuleiro gasta uma, e cada chute errado num tabuleiro também.

Pensar em orçamento ajuda bastante. Se você joga quatro palavras de abertura, sobra uma única tentativa para erros. Se joga três, sobram duas. Quem perde quase nunca comete um erro enorme; normalmente foi gastando a folga de uma em uma sem perceber.

Fase 1: juntar letras (tentativas 1–4)

Comece com palavras de letras comuns e sem repetir nenhuma. Em português, OLEAR, CASTI, MUNDO, GOLPE cobrem 15 letras entre as quatro. No nosso artigo sobre as melhores palavras para começar mostramos como esse combo foi escolhido e quais aberturas avulsas funcionam melhor.

Para ver por que a abertura importa tanto, jogamos essas quatro palavras nos dezesseis tabuleiros do desafio nº 1 e contamos quantas das 1.161 respostas possíveis ainda serviam em cada tabuleiro depois disso:

TabuleiroRespostas possíveis restantes
10
21
31
41
50
60
71
80
90
100
110
121
130
141
152
160

Em 6 dos dezesseis tabuleiros sobrou só uma palavra possível, e nenhum tabuleiro ficou com mais de 2 candidatas. Nem sempre os números vão ser tão bonitos, mas depois de quatro boas aberturas a maioria dos tabuleiros fica com uma ou duas palavras, e é isso que faz 21 tentativas serem suficientes.

Fase 2: resolver os tabuleiros claros (tentativas 5–16)

Agora passe pelos tabuleiros um por um e resolva todos aqueles em que só uma palavra serve. Cada acerto fecha aquele tabuleiro e ainda pinta as casas de todos os outros tabuleiros não resolvidos, então você continua ganhando informação enquanto limpa os fáceis.

Alguns hábitos que economizam tentativas:

  • Olhe todos os tabuleiros antes de digitar. Aquele tabuleiro que você pulou sem prestar atenção muitas vezes tem uma resposta óbvia.
  • Use o mapa do teclado. Cada tecla mostra um minimapa 4×4, um quadradinho por tabuleiro. Uma tecla cinza num tabuleiro quer dizer que aquela letra está descartada ali; uma tecla apagada em todos os tabuleiros pode ser esquecida.
  • Toque no número de um tabuleiro para ir direto até ele. O teclado passa a mostrar só as cores daquele tabuleiro, o que deixa um tabuleiro complicado muito mais fácil de ler.
  • Prefira tentativas que ajudam duas vezes. Quando duas palavras servem num tabuleiro, escolha aquela cujas letras também separam as opções de outro.

Fase 3: os tabuleiros difíceis (tentativas 17–21)

Os tabuleiros que sobram no fim costumam ser os de letras repetidas ou os que aceitam várias palavras quase iguais. Em português, as famílias clássicas são coisas como CANTO, MANTO, SANTO e TANTO, ou CESTA, FESTA, RESTA e TESTA: quatro letras verdes e uma única casa decidindo a partida. A boa notícia é que esses tabuleiros já viram todas as letras que você jogou, então têm muito mais pistas do que no começo.

Quando um tabuleiro ainda tem duas ou três candidatas:

  1. Compare as tentativas que restam com os tabuleiros que faltam. Se você tem exatamente uma tentativa por tabuleiro, não dá para fazer experiências.
  2. Se tiver uma tentativa sobrando, pense numa palavra "separadora", que tenha as letras em que as candidatas diferem, mesmo que ela não possa ser a resposta. Para a família de CANTO, uma palavra com C, M, S e T ao mesmo tempo elimina três opções de uma vez.
  3. Resolva primeiro os tabuleiros em que você tem certeza. Um cara ou coroa deve ser a última coisa que você chuta, nunca algo que trava um tabuleiro garantido.

Se você está na última tentativa com dois tabuleiros pendentes, só dá para ganhar um. Escolha aquele em que você tem mais confiança e aceite perder o outro: um 15/16 continua sendo um resultado honesto nas suas estatísticas.

O modo difícil e os outros modos

O modo difícil exige que cada tentativa sirva em pelo menos um tabuleiro não resolvido. Isso impede o uso de palavras puramente "separadoras", então a fase de abertura pesa ainda mais. Escolha aberturas que possam ser respostas de verdade e comece a resolver um pouco mais cedo.

O Sedec-ordem e o Salvador mudam o plano cada um do seu jeito: no Sedec-ordem os tabuleiros abrem um de cada vez e você tem 23 tentativas, e no Salvador quatro tentativas já vêm jogadas. O nosso guia dos dois modos explica como se adaptar.

Checklist para toda partida

  • Defina as suas aberturas antes de começar e mantenha o plano, a não ser que um tabuleiro se resolva sozinho.
  • Depois das aberturas, resolva todos os tabuleiros que têm só uma palavra possível.
  • Quando puder escolher, use cada tentativa de resolução para ajudar outros tabuleiros.
  • Fique de olho na folga: aberturas mais erros não podem passar de cinco.
  • Deixe os tabuleiros de cara ou coroa para o finalzinho.

O melhor lugar para treinar tudo isso é o modo Prática, onde você ganha dezesseis palavras novas quando quiser e nada afeta a sua sequência diária. Quando se sentir pronto, leve o plano para o desafio diário.

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